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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Liberdade: um estado de espírito!


Certo. Preciso confessar. Essa palavra, liberdade, é quase como se fosse mágica pra mim. Quase como se fosse uma filosofia de vida ou uma religião. E por ser algo tão presente na minha vida, estive pensando como a liberdade e a loucura andam lado a lado, como irmã gêmeas. É como andar em cima do muro, e ter uma de cada lado. Sem perceber, você acaba tropeçando e caindo, mudando de lado de repente. Afinal, liberdade é loucura ou loucura é liberdade?!
Gosto de ser livre, de me sentir livre... gosto de ser simpática, divertida, diferente... mas principalmente, gosto de ser louca, o que, para mim, significa fazer o que tiver vontade de fazer, e fazer hoje, sem se importar em ser certinha ou com o que as pessoas irão achar. E não se preocupar com o amanhã. E, se você parar para pensar, as melhores coisas que fazemos, aquelas aventuras que guardamos na memória para contar aos nossos filhos e netos, são todas as loucuras que realizamos num momento de inspiração, de vontade.
Claro, podemos sempre nos arrepender quando agimos por impulso. Mas é pra isso mesmo que fomos criados. Para viver intensamente cada minuto como se fosse o ultimo, e aprender algo valioso mesmo nos momentos em que tudo parecer perdido. A humildade para pedir desculpas e reconhecer o erro é a qualidade que todos, inclusive os loucos e livres de espírito, devemos carregar.
Loucos e livres como Bob Marley, que dizia num de seus famosos textos:
"É melhor atirar-se à luta em busca de dias melhores, mesmo correndo o risco de perder tudo, do que permanecer estático como os pobres de espírito, que não lutam, mas também não vencem, que não conhecem a dor da derrota, mas não tem a glória de ressurgir dos escombros. Esses pobres de espírito, ao final da jornada na Terra, não agradecem a Deus por terem vivido, mas desculpam-se ante Ele por terem simplesmente passado pela vida."
Somos poucos, somos loucos, e somos felizes. E liberdade sempre, a todos!

Tuanny

domingo, 27 de junho de 2010

O Vento


Eu vim secar a dor

eu vim lavar as mãos

Eu vim trazer amor

E deixar a paz



E no mundo que a cada dia vira

Numa eterna roda gigante que gira



Não vou trair um irmão

E nem perder a fé

Num mundo onde não

Se tem o que se quer



Não posso mais chorar

Eu vejo as estrelas

e eu quero alcançar

Eu não perco o mundo

E eu quero é tentar



Viver sem dor

Ter mais amor

Sorrir em todos os momentos

E ser como o vento...



Daiane

sábado, 19 de junho de 2010


Só não quero o fim.

No rádio, provavelmente, está tocando uma música melancólica... por vários dias procurei uma maneira, procurei em cada ação uma fenda para fugir do estranho momento em que me encontro.
Deixar sentimentos escritos (principalmente os sentimentos mais profundos) muitas vezes me parece uma tarefa inglória, sem o charme de uma conquista, sem o glamour de uma proposta... só com o lado obscuro da solidão e do silêncio das palavras não ditas. Mas agora, escrever é quase o que me resta.
Não sei responder a tudo que sinto. A cada palavra que me sai surgem mais medo e emoção. Medo de tomar uma decisão errada, ou de deixar para trás coisas que eu sei que não estou preparada para dizer adeus.
Parece que foi ontem que passei pelas portas de um novo emprego, novas amizades, empolgação e expectativa. Eu sei o quanto sou jovem para perceber o quanto tudo foi maravilhoso no início, e ainda é... sei que um dia vou poder dizer que tudo faz uma enorme falta. Queria que tudo fosse um sonho, quem sabe assim seria mais fácil não me trancar por dentro.
Por isso quero me lembrar dos bons momentos. Deixar que cada riso, cada toque, cada abraço e beijo, e o silêncio das palavras não ditas, cubram cada lembrança amarga, choro, o medo e a irritação, porque tenho certeza, assim como é certeza que o inverno se aproxima, que se eu guardar só os bons momentos eu vou querer sempre estar dormindo, para que eu possa, de um jeito ou de outro, retornar para onde certamente fui feliz.
Há tantas coisas que eu queria deixar registrado... meus olhos suplicam para escrever e dizer o mundo que carrego nas costas, mas não há explicação lógica. Minha sensibilidade não me permite ir além dos meus próprios questionamentos. Entretanto, posso dizer que aprendi a ser diferente, a não me importar (pelo menos não muito) com opiniões alheias, fazer o que tenho de fazer, mesmo se não for politicamente correto, afinal, pra que servem as regras se não para serem quebradas. Aprendi a ser mais forte do que demonstro e principalmente, mais frágil e delicada do que qualquer um pode imaginar.
Agora, a chuva, as gotas que escorrem pelo vidro da janela, faz com que os pequenos ruídos se tornem uma melodia que me convence que o céu faz tudo ficar infinito. Escrevo numa tarde vazia e fria, e tudo me parece estranho e monótono. Do sonho que foi a minha vida, tudo agora me parece um estranho pesadelo. Quero acreditar que ainda há uma chance de tudo dar certo. Que esse realmente não é o fim. A vida, muitas vezes, não passa de uma dia de verão, os raios de sol aparecem, iluminam e se vão, e logo a noite vem. É como uma música da Barão Vermelho que diz assim: O mundo gira como um pandeiro/ Depois da chuva tudo passará/ O que foi triste em fevereiro/ Não se preocupe, meu bem/ Um dia vai mudar...
Sim. O céu pode ser infinito e o fim não precisa ser mesmo o fim. O que me faz lembrar de um famoso trecho que não deixará todas essas palavras sem sentido, sem nada de bom...
"A morte é apenas uma travessia do mundo, tal como os amigos que atravessam o mar e permanecem vivos um nos outros. Porque sentem necessidade de estarem presentes, para amar e viver o que é onipresente. Nesse espelho divino veem-se face a face e sua conversa é livre e pura. Este é o consolo dos amigos. Embora se diga que morrem, sua amizade e convívio estão, no melhor sentido, sempre presentes, porque são imortais".

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Pra ser sincera...


Há algumas semanas atrás, estava num desses muitos bares da vida, jogando conversa fora, quando uma amiga comentou:
- Já percebeu que você sempre começa suas frases com "pra ser sincera..."?
Então, parei e pensei. Não, nunca tinha percebido isso. E sim, minha amiga estava coberta de razão.
Talvez, no mundo de hoje, nos vemos tão cercados pela mentira e falsidade, que já nos acostumamos com elas. E talvez, seja por isso que antes de dizer ou escrever qualquer coisa, gosto de deixar bem claro que estou sendo sincera (pelo menos o mais sincera que eu possa ser).
É claro que minha vida não é um livro totalmente aberto. Todos nós temos aqueles segredos que não contamos a ninguém. E normalmente mentimos (ou omitimos) porque a verdade quase sempre machuca. Mas, se não pudermos sermos sinceros com nós mesmos e com as pessoas que amamos, qual o sentido da vida?
E justamente por isso, quando surgiu a ideia de fazermos um Blog, o primeiro nome que nos veio a mente foi esse. Pra ser sincera.
E é isso que terá aqui. Sentimentos escritos, desejos e sonhos mais profundos. Contos fictícios, mas que nem por isso deixam de serem sinceros e, de certa forma, reais, porque são inspirados naquilo que mais desejamos.
Quem sabe assim, deixando tudo registrado, conseguimos tornar tudo tão real quanto os sonhos que carregamos.
E, por sinal, esse será o nosso segredinho!