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segunda-feira, 5 de julho de 2010

O tempo.

Desde pequena sempre me perguntei como seria o tempo, o futuro. Como o amanhã será? Na maioria das vezes passava o tempo todo pensando nisso.

Quando tinha oito anos imaginava como seria quando tivesse quinze. Com quinze anos comecei a imaginar como seria quando chegasse aos dezoito. Hoje estou perto do meu vigésimo aniversário, e apesar de pouca coisa ter mudado, uma coisa em especial está diferente: o hoje!

Como exemplo próprio e de milhares de pessoas, sei que perdemos muita coisa, sentados, esperando o amanhã chegar. Às vezes sabemos que isso não nos levará a lugar nenhum, e mesmo assim insistimos em vestir luvas de boxes para consertar relógios de pulso. Perdemos dias nessa tarefa enquanto a vida não pára, cheia de cores do outro lado dos nossos olhos.

Não podemos adivinhar o tempo que será, e então passamos a imaginar o que queremos que ele seja. E é aí que nos decepcionamos, porque nem tudo acontece como queremos. E o que nos causa tanta angustia é não saber o que esperar. O medo do desconhecido. No entanto, atrevo-me a dizer que a vida não seria a mesma se tivéssemos um roteiro ensaiado de tudo que poderá acontecer. Seria como ganhar um presente novo a cada dia e já saber o que se esconde por debaixo do embrulho,

E se, de vez em quando, algo parecer confuso e estranho, pode ter certeza que no final, tudo se encaixa.

Agora, enfim, aprendi a me preocupar com o hoje, o dia mais importante. Pergunto-me o que acontecerá nos próximos minutos. Quais serão as próximas linhas a serem escritas. Quem será que acaba de tocar a campainha da porta. Talvez seja o futuro, querendo passar. Ou talvez eu esteja imaginando demais e seja apenas o entregador de pizza. Quem sabe?!

Só o que sei de verdade é que nesse mundo frenético e cheio de vida, aprendi a viver cada manhã como se fosse a primeira. Livre, louca e feliz!


Tuanny

Páginas em branco


Página em branco, escreva para o meu amor.

Diga o quanto eu a amo

O quanto viver perto dela me faz sofrer

Me dói olhar nos olhos dela e ver a felicidade.

Página, escreva um poema estilo Drummond

Descrevendo o quão ela é bela como a primavera

Escreva no meio do poema o quanto esse amor me envenena

Como Romeu, mas eu não vou morrer com a minha Julieta.

Página, escreva uma tese

Defendendo o amor entre iguais

E o quanto possamos ser felizes

Escreva também um conto de fadas

Que conte a historia de uma princesa que vivia infeliz no seu majestoso castelo

E um dia, quando foi passear no bosque, viu uma plebéia e se apaixonou. Mandou fazer uma linda festa para todos no reino.

E quando todos se divertiam, ela era a mais feliz de todos e quando ela disse para quem quisesse ouvir que tinha encontrado sua alma gêmea, e todos do reino ficaram enojados por ela amar uma igual. Assim, ela foi posta para fora do reino.

Mas página, não se esqueça que mesmo assim, sem nenhuma riqueza, ela se achava a mulher mais rica, pois tinha um grande amor e estava feliz, mesmo que a história não tenha sido tão feliz assim.

Página, por favor, escreva a quem quiser ler mais um pouco

Que o amor que eu sinto é louco, mas nunca vai ser pouco

E não se esqueça de escrever uma carta de amor

Reescrevendo aquelas palavras melosas que os românticos usam quando amam loucamente, escrevem que não conseguem viver sem suas amadas e que morrem de saudade quando passam um minuto longe.

Não se esqueça,

E se ainda couber nas páginas,

Escrever nas entrelinhas que por mais que eu não a tenha perto de mim, por mais que não estejamos juntas, eu não vou desistir de tê-la perto de mim, pois eu vou esperar.

E página, não esqueça que essas páginas nunca vão ser finalizadas com um ponto final.



Daiane.